Carlos Lopes Pereira doa prémio para criação de fundo de apoio aos fiscais das áreas de conservação em Moçambique.

O médico veterinário, Carlos Lopes Pereira, doou o prémio de 50 mil libras, que recebeu em reconhecimento da vida dedicada à conservação da natureza em África, para a criação de fundo de apoio aos fiscais das áreas de conservação em Moçambique. Conhecido como o ˝terror dos caçadores furtivos˝, devido ao combate incansável e invisível.

 

Sabendo que em 2019 o Director do Serviço de Fiscalização e Protecção da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), Carlos Lopes Pereira, recebeu das mãos do Príncipe William esta quinta-feira 21 de Novembro de 2019, em Londres (Inglaterra), o prémio “The Prince William Award for Conservation in Africa 2019” (Prémio Príncipe William para a Conservação da Natureza em África 2019).

 

O prémio “Príncipe William para a Conservação da Natureza em África” é atribuído anualmente a um indivíduo em reconhecimento da sua dedicação e contribuição excepcional ao longo de vários anos para a conservação da natureza em África.

 

Com 38 anos de experiência dos quais 14 a trabalhar nas áreas de conservação, Carlos Lopes Pereira, estudou medicina veterinária na Universidade Eduardo Mondlane e especializou-se em epidemiologia veterinária e vida selvagem em Edimburgo (Escócia), Reading (Reino Unido), Utrecht (Holanda). Realizou outras formações especializadas em Skukuza (Parque Nacional do Kruger – África do Sul), Malilangwe (Zimbabwe) e Singapura.

 

Carlos Lopes Pereira foi também docente da faculdade de Veterinária, tendo contribuído para a formação da actual geração de médicos veterinários do país.

 

Ao longo da sua carreira nas áreas de conservação desempenhou também um papel importante na reabilitação de algumas áreas de conservação, nomeadamente em estudos e nos processos de reintrodução de animais nos Parques e Reservas Nacionais, destacando-se o Parque Nacional da Gorongosa, onde foi Director de Conservação e a Reserva Nacional do Niassa.

 

O Carlos Lopes Pereira tem também desempenhado um papel chave nas acções de gestão do conflito homem-fauna bravia no país. No âmbito da proteção da flora e fauna bravia coordena o serviço de proteção e fiscalização da ANAC e teve nos últimos anos uma contribuição relevante nos processos que resultou na melhoria do quadro legal relativo à conservação da biodiversidade, na elaboração da estratégia de prevenção e combate à caça furtiva e na coordenação institucional que envolve o Ministério Público, a Magistratura Judicial, os vários ramos da Polícia, incluindo o SERNIC e outras instituições chave no combate ao tráfico de produtos de vida selvagem no âmbito nacional, regional e transnacional.

 

Na mesma cerimónia foram ainda atribuídos outros dois prémios, nomeadamente “Tusk Wildlife Ranger” (Prémio Tusk para Fiscal de Vida Selvagem) para Benson Kanyembo Conselheiro para a Aplicação da lei para a região do Sul do Luangwa, na Zâmbia. O prémio “Tusk Award for Conservation” (Prémio Tusk para a Conservação) foi para Tomas Diagne do Senegal.

 

Em 2018, o prémio “Príncipe William para a Conservação da Natureza em África” foi atribuído ao zimbabweano Dr. Pete Morkel, também Médico Veterinário de Fauna com mais de 35 anos de experiência e iniciativas nas áreas de conservação devido às suas habilidades em captura de animais, translocações e reintroduções de animais em África.

 

A Tusk Trust é uma instituição líder na conservação da vida selvagem sediada no Reino Unido e tem como patrono, o Duke de Cambridge, Príncipe William. A Tusk tem programas em várias partes de África e foi estabelecida em 1990 para responder à crise de caça furtiva dos anos 1980, que desde então tem afetado as populações de Rinoceronte e Elefante.

Fonte: Jornal@noticias, ANAC.

 

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