Maputo e Gaza: comunidades afectadas mitigam efeitos da seca

A agro-pecuária é uma das principais beneficiárias do projecto

As comunidades rurais de Maputo e Gaza afectadas pela seca na época de 2015/16 poderão ver melhorias de vida a partir do corrente ano, no quadro da implementação de um programa de mitigação dos danos. Denominado projecto de Recuperação da Seca e Resiliência Agrícola (DRARP), a iniciativa vai abranger 20 mil pessoas, essencialmente mulheres de quatro distritos de ambas as províncias.

Trata-se de Matutuíne, Magude, Chugubo e Chibuto e é financiada pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) no valor de 15 milhões de Dólares norte-americanos.

O projecto surgiu no ano passado em resposta aos apelos do Governo aos parceiros nacionais e internacionais de cooperação. A implementação é coordenada pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).

Falando recentemente a jornalistas, Augusta Maíta, directora-geral do INGC, disse que o DRARP estava na fase de contratação de empreiteiros, mas que ainda este ano as comunidades beneficiárias começarão a colher os resultados da implementação.

Essencialmente, a iniciativa visa fortalecer a capacidade das comunidades rurais de enfrentar os desafios interligados das mudanças climáticas, pobreza rural, insegurança alimentar e degradação da terra, através da provisão de infraestruturas de abastecimento de água, melhoria da produção de alimentos e capacitação comunitária.

Os distritos seleccionados são apontados como os que mais sofreram da seca em Maputo e Gaza e os que precisam de apoio externo para refazerem-se da devastação.

No quadro do apoio, o BAD já entregou ao INGC 12 carrinhas todo-o-terreno, quatro veículos aéreos não tripulados, mais conhecidos por drones, e mobiliário de escritório.

A seca matou pelo menos 4500 cabeças de gado bovino, duas mil de caprino e destruiu 550.116 hectares de culturas. A intervenção do Governo e parceiros na provisão de alimentos evitou a ocorrência de mortes por fome.

A falta de chuvas, que afectou também Inhambane e parte do Centro do País, pôs sob espectro de fome cerca de 1,5 milhão de pessoas, de acordo com o Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN).

Fonte: Notícias | 17. Janeiro. 2019

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